Cantinho da homenagem

marcelo machado

Agradecemos ao Marcelo Machado, autor das homenagens, que cedeu gentilmente seus escritos em sua página no Facebook para serem publicados aqui em nosso site. No “Cantinho da Homenagem” às personalidades de nossa querida Dona Euzébia.

 


JAIME BATISTA

Publicado em 09 de Julho de 2020

jaime batista

O mural de hoje traz um jovem excepcional, um homem especial! Excepcional porque nos faz compreender que a condição de ser diferente não deveria ser enxergada como algo estranho, pois a diferença, por mais que queiramos negar, é própria de todos os humanos. Todos os humanos carregam dentro de si peculiaridades e singularidades que os distinguem um do outro. Assim, não podemos nos deixar ser enganados pela aparente semelhança e regularidade. Quem se propõe a olhar a vida de maneira mais crítica e menos alienada precisa perceber que, desde as nossas digitais até as nossas estruturas mentais, somos constituídos pela heterogeneidade, ou seja, somos constituídos pela pluralidade. Esse olhar mais crítico frente à vida não é fácil de ser construído, porque fomos condicionados, durante séculos, a pensar que o “ser plural” é ruim e motivo de ridicularização! Mas quem hoje nos convida a abrir os olhos e romper com todo o legado de ignorância é o nosso homenageado: Jaime Batista! Jaime nasceu na cidade de Dona Euzébia, no ano de 1977, dentro de uma família humilde e lutadora, tendo como pais duas pessoas batalhadoras, a saudosa Dona Marizinha (Maria Martis Batista) e o Senhor Custódio Batista. Jaime é o caçula de uma família de nove filhos, a qual morou na roça durante muito tempo, antes de vir para cidade. A distância e a falta de recursos impediram que o nosso homenageado tivesse acesso a atendimentos necessários; por isso, Jaime nunca foi escolarizado. Não teve a oportunidade de compartilhar com outras crianças o saber que trazia estampado no rosto e nos seus gestos. Mesmo depois da vinda para a cidade, a mãe, que sempre lutou pelo bem-estar do filho, não conseguiu encontrar meios de promover a inserção social e inclusiva. Estávamos em meados da década de 80 e as políticas de inclusão ainda eram tímidas e raras no Brasil. Ainda assim, a família o acolheu, e a figura materna foi presença constante na vida de Jaime. Há 13 anos, porém, a mãe se foi e Jaime, agora, com 43 anos, vive com a irmã Marlene. Ao longo dessas quatro décadas, a existência de Jaime é uma tentativa incessante de nos fazer perceber a vida a partir de outras posturas, a partir de outras vias. Vias menos racionalizantes e mais sensibilizantes! Talvez, por isso, Jaime fique, a maior parte do seu dia, rasgando papéis, como se nos convidasse a acreditar que a vida pode ser desconstruída, que a vida pode ser refeita, com gestos menos rígidos e inflexíveis! Nessa vontade simbólica de nos sensibilizar, é possível perceber também, no dia a dia do nosso homenageado, outro significado, quando Jaime, numa felicidade sem tamanho, para em frente à TV para assistir ao seriado mexicano, conhecido no Brasil, chamado Chaves! Nessa pausa fascinada de Jaime frente à TV, haveria um misto de identificação com o protagonista, que viveu à margem da sociedade e, ao mesmo tempo, uma tentativa, parecida com o seriado, de compartilharmos, em turma, a vida festivamente! Um festejo em que cada um compreenda com o respeito as diferenças um do outro! Salve Jaime Batista! Salve todos os Especiais!


MARIA DA CONCEIÇÃO BARBOSA

02 de Julho de 2020

O mural de hoje destaca a hospitalidade e a esperança! Isso mesmo! A hospitalidade é a postura de acolhimento ao outro, de maneira incondicMaria da conceicaoional, sem julgamentos e interesses! E a esperança, como todos sabemos, é a tentativa incessante do humano de acreditar que tempos melhores hão de vir! As duas posturas perpassam a vida da homenageada de hoje, que é a senhora Maria da Conceição Barbosa! Mais conhecida, em Dona Euzébia, como “Mariazinha”. Ela não nasceu na cidade, é original de Cataguases, do Bairro Justino; mas veio para o município muito nova, junto com um tio, que cuidava dela. Assim, desde criança, Mariazinha foi acolhida fraternalmente pela cidade. Uma acolhida que já faz mais de 80 anos! Aliás, o acolhimento, a hospitalidade, foi um sentimento que Mariazinha aprendeu muito nova, pois não conheceu nem a mãe e nem o pai, foi criada por uma tia e um tio. Portanto, não teve a oportunidade de vivenciar a relação afetiva que se estabelece entre mãe e filha, embora a tia nunca tenha abandonado a sobrinha! Só que a vida é cheia de seus contrários, não teve uma mãe efetivamente, mas permitiu que Mariazinha conhecesse o interior de muitos laços familiares, quando ela trabalhou, durante muito tempo, como babá de algumas crianças, em Dona Euzébia. No trabalho, teve que construir dentro de si um sentimento que a existência a negou! Com o tempo, ficou moça e, junto, veio o casamento. O matrimônio trouxe mais compromissos, e ela teve que conciliar o serviço de babá com o trabalho de lavar roupas para fora. Lavava e passava incansavelmente para dar conta de todas as despesas, principalmente depois que o marido faleceu. Viu-se com uma criança para criar e toda uma vida ser construída. Pensou que podia se reinventar e, alguns anos depois, casou-se outra vez. Casamento que durou mais de 30 anos, porque o destino quis que ela novamente ficasse viúva. Há alguns anos, como se não bastasse toda luta, Mariazinha teve uma queda e perdeu a visão de um dos olhos, tendo que passar a usar uma prótese. Mas nos seus olhos, depois de 83 anos de vida, é possível perceber um vestígio de esperança que insiste em tomar conta do semblante dela, principalmente quando se aproxima da “Folia de Reis”, uma manifestação religiosa e folclórica que ela tem grande estima. É como se os olhos de Mariazinha, ao se deparar com os festejos, tentassem expressar, a todos, o que os versos de Ivan Lins, na canção “Devotos do Divino”, dizem: “Que o perdão seja sagrado, Que a fé seja infinita/Que o homem seja livre,/Que a justiça sobreviva, ai, ai”! Assim, segue Mariazinha, no alto dos seus 83 anos, acreditando que dias melhores virão e que a justiça reinará! Salve Dona Maria da Conceição! Salve Mariazinha!


 

DENTINHO

Publicado em 25 de Junho de 2020

dentinho

O mural de hoje traz uma história de muita alegria, positividade, mas também de luta e incompreensão! O homenageado é Gerson Rodrigues da Silva! Pelo nome, poucos de Dona Euzébia o conhecerão! Porém, ele foi uma figura marcante nas décadas de 70, 80 e início da década de 90. Seu apelido, que o consagrou no município, entre todos, é “Dentinho”! Quem não se lembra do risonho e alegre Dentinho! Sempre transitava nas ruas, acenando a todos, numa postura de contentamento perante a vida, como se nos convidasse a olhar o mundo de uma maneira mais vibrante e menos odiosa! Essa vibração positiva fez com que Dentinho tivesse coragem de remar contra a maré e viver sua autenticidade! Era homossexual assumido, vestia roupas femininas junto com roupas masculinas, inaugurando, numa pequenina cidade do interior de Minas, a possibilidade de ser diferente! Junto dessa possibilidade, carregava o peso do preconceito daqueles que não o compreendiam e que o tentavam enquadrá-lo num sistema opressor. Mas ainda assim, ele lutou bravamente, chegou a trabalhar cortando cana na antiga Usina Paraíso, nas proximidades de Dona Euzébia, para que pudesse sobreviver e ter o que comer. Durante a semana era boia-fria e, nos finais de semana, permitia-se viver sua personalidade alegre e exuberante! Com o tempo, as mãos, cheias de calo do trabalho de cortar cana, tiveram que ser usadas para cuidar da mãe, que, com 75 anos, precisava de atenção integral. Ele deixou o serviço, mesmo perdendo sua autonomia financeira, para ficar do lado da mãe, que, naquele momento, era o mais importante para ele. Mas a ternura que Dentinho dedicava à mãe não o salvou do destino cruel! Ele foi assassinado pelo amante, há 27 anos atrás, tendo o corpo perfurado por 15 facadas. O assassino nunca esteve, realmente, preso. Assim, Dentinho nos deixou, com apenas 32 anos de idade! A dor foi tão forte que a mãe, de 75 anos, não aguentou, e dois meses depois, veio a morrer, não suportando a ausência do filho. A história de Dentinho é a história de um cidadão negro, pobre, homoafetivo, de Dona Euzébia, que sofreu a incompreensão ao longo de toda vida; mas que, agora, lutaremos para que seu legado de alegria e resistência não se apague! Salve Gerson! Salve Dentinho!!!

 


barbaraDONA BÁRBARA

Publicado em 18 de Junho de 2020

O mural de hoje homenageia a força das mulheres afro-brasileiras! Quem representa, com muita notoriedade, essa força, no município de Dona Euzébia, é a cidadã Bárbara Gonçalves da Rocha, de 83 anos! Bárbara trabalhou como empregada doméstica, durante muito tempo de sua vida. Depois, ao se casar, cuidou, integralmente, dos filhos. Não esperava que teria que ser ainda mais resiliente, pois perdeu uma filha e ficou viúva, tendo que cuidar, sozinha, dos outros cinco filhos. Contou com a ajuda de parentes e de conhecidos, que a acolheram num momento tão difícil. Assim, com muita luta e determinação, Bárbara perseverou na lida diária, não se entregando diante de todas as agruras da vida. Sua força e firmeza evocam os versos de uma poetisa afro-brasileira, chamada Cristiane Sobral, que diz assim: “Se eu de fato estiver a agonizar, perto do fim/ encontrarei forças para reverter as previsões/ estarei pronta para reinventar as minhas decisões/ enxergarei uma nova estrada diante de mim”! Bárbara, para nós de Dona Euzébia, é acima de tudo Resiliência! Salve a mulher afro-brasileira! Salve Bárbara!


helio pinto

HOMENAGEM A SEU HELIO PINTO RIBEIRO e DONA TEREZINHA 

Publicado em 11 de Junho de 2020

O mural de hoje homenageia o Amor! Amanhã, no Brasil, comemoramos o dia dos Namorados! Por isso, escolhi um casal, que não está mais no plano terrestre, mas que viveram juntos por 67 anos! São figuras respeitadas e conhecidas de nossa Dona Euzébia! Seu Hélio Pinto Ribeiro e Dona Teresinha Elainy Lessa Ribeiro. Seu Hélio foi um senhor trabalhador, gente rara! Trabalhou por 89 anos na roça. Um digno lavrador! Já Dona Teresinha, além dos afazeres de casa, vendia iguarias de dar água na boca até dos mais exigentes! Cada doce era uma dádiva de Deus! Unidos, formavam um casal forte, pois passaram por problemas e lutas diárias, conseguindo ficar por mais de 6 décadas juntos. Eram tão apegados e sensíveis um com o outro, que Seu Hélio aceitou vir para cidade, depois de 89 anos na roça, só para tratar da doença de Dona Teresinha. Os dois faleceram ano passado, com uma diferença de menos de um mês, entre a morte de um e a de outro! Agora continuam o namoro em outro plano. Foram embora, mas o perfume de amor e fraternidade ainda exala, como bálsamo para todos os namorados e para todos nós! Salve Seu Hélio! Salve Dona Teresinha!


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PESSOAS IMPORTANTES PARA A CIDADE DE DONA EUZÉBIA E SÃO MANOEL DO GUAIAÇÚ

Publicado em 04 de Junho de 2020

No mural do hoje, destacaremos pessoas importantes para a cidade de Dona Euzébia e, principalmente, para o nosso Distrito “São Manoel do Guaiaçu”! Todos os que aparecem na foto contribuíram muito para a saúde do nosso distrito. Mulheres e homens que lutaram para dar dignidade ao povo de São Manoel. Gente guerreira e trabalhadora! Atuaram, em diferentes momentos, no Posto de Saúde de São Manoel. Fazem parte, portanto, da história da nossa cidade. Pessoas que se doaram, por meio de ações de promoção e de assistência à saúde. Na atual crise sanitária, temos, mais do que nunca, estar sempre reforçando o valor de profissionais como esses. Por isso, relembramos nomes, como: Maria de Fátima dos Santos, Aparecida Gonzaga, Márcio Cláudio Ribeiro, Aloísio Almir de Souza, Ana Maria do Nascimento, Ivair Lopes de Oliveira, Terezinha Edna de Paula Gonzaga, Gilmar Gonzaga, Maria José Cândido Braz, Marilene Cândido e tantos outros que fizeram muito por São Manoel! Não podemos esquecer dos que ainda trabalham no Posto de São Manoel e merecem também nosso respeito. Salve a todos vocês, homens e mulheres de São Manoel, pelos gestos de profissionalismo, solidariedade e acolhimento! Nosso muito obrigado!!!


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HOMENAGEM AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE (Nilma Ribeiro, Neide Teixeira, Marly Pereira Gomes e Maria do Carmo Borges)

Publicado em 28 de Maio de 2020

No mural de hoje, continuaremos homenageando os profissionais de saúde! Infelizmente, chegamos ao número de 25.598 mortes no país, em virtude de um único vírus. Por isso, precisamos reforçar a importância de quem está e esteve na linha de frente ao combate de doenças, cuidando da saúde de todos. Nesse sentido, trazemos a lembrança de quatro mulheres primordiais à saúde de Dona Euzébia! A primeira é a saudosa Nilma Ribeiro Werneck Teixeira! Auxiliar de enfermagem, que trabalhou de 1975 a 1993. Sua atuação foi tão notória que fez com que o ESF1 (posto de saúde) da cidade recebesse o nome dela. A segunda é Neide Teixeira, que prestou os serviços de enfermagem ao município de 2000 a 2018, além de ter trabalhado no hospital Olyntho Almada, em Astolfo Dutra. Em 2018, Neide nos deixou, mas deixou um legado grandioso de prestação de serviço e de humanidade. A terceira é Marly Pereira Gomes, auxiliar de enfermagem, tendo trabalhado de 1973 a 2005. Mulher forte e dedicaca! E a quarta é a nossa conhecida “Cacamo”, Maria do Carmo Borges, auxiliar de enfermagem, que atuou de 1981 a 2014. Um exemplo de esforço e humildade com todos! Que com essa homenagem, todos os profissionais de saúde de Dona Euzébia: auxiliar de serviços gerais, agentes administrativos, agente comunitário de saúde, agente de combate de endemia, técnico de enfermagem, enfermeiros, médicos, além de todos os secretários de saúde, possam se sentir abraçados e valorizados. Muito obrigado a essas quatro mulheres dignas de aplauso! Salve Dona Nilma! Salve Neide! Salve Marly! Salve Cacamo!


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HOMENAGEM AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE (José Francisco Braga, Suely Lopes Moraes e Rosa Maria do Prado)

Publicado em 21 de Maio de 2020

Nosso mural de Hoje! Não há como deixar de homenagear três profissionais da área de saúde importantíssimos para a história de Dona Euzébia, principalmente numa época em que precisamos tanto de cuidado! O primeiro é o saudoso José Francisco Braga, mais conhecido por Cuita. Ele trabalhou como auxiliar de enfermagem no Hospital Cataguases e também em farmácias, sempre tentando ajudar as pessoas mais carentes da população. Foi tão marcante sua ajuda, que o ESF2 (um dos postos de saúde da cidade) tem o nome dele. A segunda homenageada é a técnica em enfermagem, Suely Lopes Moraes, que trabalha no município. Suely é um exemplo de profissional. Além de conhecimento específico, ela coloca em prática posturas recomendadas pelo Ministério da Saúde, como equidade e acolhimento. Sempre atenta a uma gestão centrada na pessoa. E a terceira homenageada é Rosa Maria do Prado, que trabalhou por mais de 20 anos no Hospital Cataguases! Sempre tão prestativa, a qualquer hora, a todos da cidade. Uma batalhadora! Nossa gratidão a essas três figuras emblemáticas da saúde!! Nosso muito obrigado! Salve Cuita! Salve Suely! Salve Rosa!


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SR. ANTÔNIO QUIRINO

Publicado em 14 de Maio de 2020

No mural de hoje, a homenagem vai para Seu Antônio Quirino, de 98 anos. Ele nasceu em Piacatuba, mas veio para Dona Euzébia, muito jovem, quando se casou com Dona Maria José Alves Quirino. Eles tiveram juntos 8 filhos, 21 netos, 28 bisnetos e 5 tataranetos. Há poucos anos, ele ficou viúvo. Trabalhou, durante anos, como ajudante, em fazendas de gente conhecida da região. Em 2007, nossas histórias se encontraram, pude ter a honra de acolhê-lo em Juiz de Fora. Ele foi fazer um tratamento de um câncer de próstata. Por isso, moramos juntos por 6 meses. Eu, ele e sua filha Rosemari. Muitas vezes, sem Seu Antônio perceber, eu o olhava e admirava sua placidez e elegância. Nunca vou me esquecer do dia que li o poema de João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”, para ele e sua filha. Seu Antônio se encantou com a sonoridade dos versos. Versos que retratam a história de um retirante que precisou sair de sua terra natal para tentar a sobrevivência. Assim como Seu Antônio, que saiu de sua terra de origem para vir morar em Dona Euzébia e buscar a sobrevivência. Salve Seu Antônio Quirino!


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DONA MARIA DEMOLINARI E DONA ELVIRA

Publicado em 07 de Maio de 2020

Como eu havia já comentado, toda quinta-feira, homenagearei uma personalidade importante para a cidade de Dona Euzébia. Esta semana, por estarmos próximos ao “Dia das Mães”. Escolhi duas mulheres. Mãe e filha! Maria Demolinari Pereira e Elvira Carmem Demolinari Dias. Duas histórias que se encontraram, por laços de família, mas que se diferenciaram quanto ao universo materno. A primeira, Dona Maria, teve 15 filhos, um atrás do outro. Uma lutadora! A segunda, Dona Elvira, teve uma filha de coração, porém não teve como gestar. Depois, o destino quis que a filha (Elvira), embora não tenha gestado, assumisse o papel materno da própria mãe. Elvira cuidou de Dona Maria por mais de 7 anos! A esclerose debilitou Dona Maria, que foi uma batalhadora incansável. Dois exemplos de fraternidade e de persistência! Exemplos que carrego no meu DNA, já que uma é minha avó e a outra minha tia! Dona Maria já se foi do plano terreno, morreu em 1990, com 76 anos. Elvira, com 76 anos, segue sua caminhada de resiliência. Que todas as mães possam se inspirar nessas duas mulheres. Salve Dona Maria! Salve Elvira! 💐


Neli

DONA NELY

Publicado em 30 de Abril de 2020

A partir de hoje, toda quinta-feira, quero fazer um mural no meu face, a fim de homenagear uma personalidade importante para a cidade de Dona Euzébia. Como amanhã é dia dos trabalhadores, escolhi uma mulher que batalhou muito durante a vida. Uma operária e tanto! Dona Nely Gonçalves do Prado. Mais conhecida como Dona Nely. Este ano, ela completou 91 anos! Trabalhou muito, sozinha, para sustentar a família. Foi lavadeira, empregada doméstica e dona de casa. Precisamos de mais seres humanos assim! Devota de Nossa Senhora Aparecida, ela nos inspira e compartilha alegria e fraternidade por onde passa! Salve, Dona Nely! Minha total reverência a essa mulher importantíssima para a história da cidade!

 

 


Autor: Marcelo Machado

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